Produtos

OCREVUS 30MG/ML FA 10ML

OCREVUS 30MG/ML FA 10ML

Laboratório: Roche

R$ 45.000,00

Principio Ativo: Ocrelizumabe 

Apresentação: 30 MG/ML FA 10ML

Descrição



Ocrevus® (ocrelizumabe) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Solução para diluição para infusão 300 mg/10 mL Ocrevus® Roche ocrelizumabe


APRESENTAÇÃO Solução para diluição para infusão. Caixa com 1 frasco-ampola de 10 mL (300 mg/10 mL) VIA INTRAVENOSA USO ADULTO


COMPOSIÇÃO Cada frasco de 10 mL contém: Princípio ativo: ocrelizumabe..................................................................... 300 mg (30 mg/mL). Excipientes: acetato de sódio trihidratado, ácido acético glacial, alfa-alfa trealose dihidratada, polissorbato 20 e água para injetáveis.


INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE As informações disponíveis nessa bula aplicam-se exclusivamente ao Ocrevus® (ocrelizumabe).



  1. INDICAÇÕES Ocrevus® é indicado para o tratamento de pacientes com formas recorrentes de esclerose múltipla (EMR) e de pacientes com esclerose múltipla primária progressiva (EMPP).

  2. RESULTADOS DE EFICÁCIA Formas Recorrentes da Esclerose Múltipla (EMR) A eficácia de Ocrevus® foi demonstrada em dois estudos clínicos randomizados, duplo-cegos, duplo-mascarados, controlados por comparador ativo de desenho idêntico, em pacientes com EMR tratados por 96 semanas (Estudo 1 e Estudo 2). A dose de Ocrevus® foi de 600 mg a cada 24 semanas (o tratamento inicial foi administrado com duas infusões intravenosas de 300 mg com um intervalo de 2 semanas, e as doses subsequentes foram administradas como uma infusão intravenosa única de 600 mg) e as injeções subcutâneas de placebo foram administradas 3 vezes por semana. A dose de REBIF, o comparador ativo, era de 44 mcg administrado como injeções subcutâneas 3 vezes por semana e as infusões intravenosas de placebo foram administradas a cada 24 semanas. Ambos os estudos incluíam pacientes que tinham apresentado pelo menos uma recidiva no ano anterior, ou duas recidivas em dois anos anteriores, e apresentavam uma pontuação na Escala Expandida do Estado de Incapacidade (Expanded Disability Status Scale - EDSS) de 0 a 5,5. Pacientes com formas primárias progressivas da esclerose múltipla (EM) foram excluídos. Avaliações neurológicas foram realizadas a cada 12 semanas e no momento de uma suspeita de recidiva. RMNs (Ressonância Magnética Nuclear) do cérebro foram realizadas na linha de base e nas semanas 24, 48 e 96. O resultado primário tanto do Estudo 1 quanto do Estudo 2 foi a taxa de recidiva anual (TRA). Medidas de resultados adicionais incluíam a proporção de pacientes com progressão de incapacidade confirmada, o número médio de lesões realçadas por gadolínio (Gd) em RMN T1 nas semanas 24, 48 e 96, e lesões hiperintensas novas ou em aumento em RMN T2. A progressão de incapacidade foi definida como um aumento de 1 ponto ou mais desde a pontuação de EDSS basal atribuível à EM quando a pontuação de EDSS basal era de 5,5 ou menos, ou 0,5 pontos ou mais quando a pontuação de EDSS basal estava acima de 5,5. A progressão de incapacidade foi considerada confirmada quando o aumento na EDSS foi confirmado em uma visita regularmente programada 12 semanas após a documentação inicial de piora neurológica. A população primária para análise de progressão de incapacidade confirmada foi a população agrupada dos Estudos 1 e 2. No Estudo 1, 410 pacientes foram randomizados para Ocrevus® e 411 para REBIF. 11% dos pacientes tratados com Ocrevus® e 17% dos pacientes tratados com REBIF não concluíram o período de tratamento duplo-cego de 96 semanas. Os dados demográficos e características da doença na linha de base foram equilibrados entre os dois grupos de tratamento. Na linha de base, a idade média dos pacientes era de 37 anos; 66% eram mulheres. O tempo médio desde o diagnóstico da EM até a randomização foi de 3,8 anos, o número médio de recidivas no ano anterior foi de 1,3, e a pontuação média de EDSS foi de 2,8; 74% dos pacientes não tinham sido tratados com uma terapia não-esteroide para EM nos 2 anos anteriores ao estudo. Na visita basal, 40% dos pacientes apresentavam uma ou mais lesões realçadas por Gd em T1 (média 1,8). No Estudo 2, 417 pacientes foram randomizados para Ocrevus® e 418 para REBIF; 14% dos pacientes tratados com Ocrevus® e 23% dos pacientes tratados com REBIF não concluíram o período de tratamento duplo-cego de 96 semanas. Os dados demográficos e as características da doença na visita basal foram equilibrados entre os dois grupos de tratamento. Na linha de base, a idade média dos pacientes era de 37 anos; 66% eram mulheres. O tempo médio desde o diagnóstico de EM até a randomização foi de 4,1 anos, o número médio de recidivas no ano anterior foi de 1,3, e a pontuação média na EDSS foi de 2,8; 74% dos pacientes não tinham sido tratados com uma terapia não-esteroide para EM nos 2 anos anteriores ao estudo. Na linha de base, 40% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentavam uma ou mais lesões realçadas por Gd em T1 (média 1,9). No Estudo 1 e no Estudo 2, Ocrevus® reduziu significativamente a taxa de recidiva anual e a proporção de pacientes com progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início em comparação com REBIF. Os resultados do Estudo 1 e do Estudo 2 são apresentados na Tabela 1 e na Figura 1. Tabela 1: Principais Desfechos Clínicos e de RMN em Pacientes com EMR do Estudo 1 e do Estudo 2 Desfechos Estudo 1 Estudo 2 Ocrevus® 600 mg a cada 24 semanas N=410 REBIF 44 mcg três vezes por semana N=411 Ocrevus® 600 mg a cada 24 semanas N=417 REBIF 44 mcg três vezes por semana N=418 Desfechos Clínicos Taxa de Recidiva Anual (Desfecho Primário) 0,156 0,292 0,155 0,290 Redução Relativa 46% (p<0,0001) 47% (p><0,0001) Proporção livre de Recidiva 83% 71% 82% 72% Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada em 12 Semanas1 9,8% Ocrevus® vs 15,2% REBIF Redução do Risco (Análise Agrupada2 ) 40%; p=0,0006 Desfechos de RMN Número médio de lesões realçadas por Gd em T1 por RMN 0,016 0,286 0,021 0,416 Redução Relativa 94% (p><0,0001) 95% (p><0,0001) Número médio de lesões hiperintensas novas e/ou em aumento em T2 por RMN 0,323 1,413 0,325 1,904 Redução Relativa 77% (p><0,0001) 83% (p><0,0001) 1 Definida como um aumento de 1,0 ponto ou mais da pontuação basal da Escala Expandida do Estado de Incapacidade (Expanded Disability Status Scale - EDSS) para pacientes com pontuação basal de 5,5 ou menos, ou 0,5 ou mais quando a pontuação basal é maior que 5,5, Estimativas de Kaplan-Meier na Semana 96. 2 Dados agrupados prospectivamente a partir do Estudo 1 e do Estudo 2. Figura 1: Gráfico de Kaplan-Meier* do Tempo até o Início da Progressão de Incapacidade Confirmada Mantida por pelo menos 12 Semanas com o Evento Inicial de Agravamento Neurológico tendo ocorrido durante o Período de Tratamento Duplo-cego nos Estudos Agrupados 1 e 2 em Pacientes com EMR (População ITT Agrupada) *Análise agrupada pré-especificada dos Estudos 1 e 2 Em análises do subgrupo exploratório do Estudo 1 e do Estudo 2, o efeito de Ocrevus® na taxa de recidiva anual e na progressão de incapacidade foi semelhante em pacientes homens e mulheres. Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP): O Estudo 3 foi um estudo clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo em pacientes com EMPP. Os pacientes foram randomizados a 2:1 para receber Ocrevus® 600 mg ou placebo como duas infusões intravenosas de 300 mg com um intervalo de 2 semanas a cada 24 semanas por pelo menos 120 semanas. Os critérios de seleção exigiam uma EDSS basal de 3 a 6,5 e uma pontuação de 2 ou mais para o sistema funcional piramidal da EDSS em razão de achados na extremidade inferior. Avaliações neurológicas foram conduzidas a cada 12 semanas. Uma RMN foi realizada na visita basal e nas Semanas 24, 48 e 120. No Estudo 3, o resultado primário foi o tempo até o início da progressão de incapacidade atribuível à EM confirmada como presente na próxima avaliação neurológica pelo menos 12 semanas depois. A progressão de incapacidade ocorria quando a pontuação da EDSS aumentava 1 ponto ou mais a partir da EDSS basal se a EDSS basal fosse de 5,5 pontos ou menos, ou por 0,5 pontos ou mais se a EDSS basal fosse maior que 5,5 pontos. No Estudo 3, também foi considerado que a progressão de incapacidade confirmada tinha ocorrido se os pacientes que apresentassem progressão de incapacidade descontinuassem a participação no estudo antes da próxima avaliação. Medidas de resultado adicionais incluíam caminhada cronometrada por uma distância de 25 pés, e alteração percentual no volume da lesão hiperintensa em T2. O Estudo 3 randomizou 488 pacientes para Ocrevus® e 244 para placebo; 21% dos pacientes tratados com Ocrevus® e 34% dos pacientes tratados com placebo não concluíram o estudo. Os dados demográficos e as características da doença na linha de base foram equilibrados entre os dois grupos de tratamento. Na linha de base, a idade média dos pacientes era de 45; 49% eram mulheres. O tempo médio desde o aparecimento do sintoma foi de 6,7 anos, a pontuação média na EDSS foi de 4,7, e 26% apresentaram uma ou mais lesões realçadas por Gd em T1 na visita basal; 88% dos pacientes não tinham sido tratados anteriormente com um tratamento não-esteroide para EM. O tempo até o início da progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi significativamente mais longo para pacientes tratados com Ocrevus® do que para pacientes tratados com placebo (vide Figura 2). Os resultados do Estudo 3 são apresentados na Tabela 2 e na Figura 2. REBIF 44 mcg (n=829) Ocrevus 600 mg (n=827) Censurado Redução de 40% no risco de CDP HR (CI de 95%): 0,60 (0,45, 0,81); p=0,0006 Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada Nº de Pacientes em Risco REBIF 44 mcg Ocrevus 600 mg Visita basal Tabela 2: Principais Desfechos Clínicos e de RMN em pacientes com EMPP no Estudo 3 Desfechos Estudo 3 Ocrevus® 600 mg (duas infusões de 300 mg com um intervalo de duas semanas a cada 24 semanas) N=488 Placebo N=244 Resultados Clínicos Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada em 12 Semanas1 32,9% 39,3% Redução de risco 24%; p=0,0321 Desfechos de RMN Alteração média no volume das lesões T2, desde a visita basal até a Semana 120 (cm3) -0,39 0,79 p><0,0001 1 Definida como um aumento de 1,0 ponto ou mais a partir da pontuação de EDSS basal para pacientes com pontuação basal de 5,5 ou menos, ou um aumento de 0,5 ou mais quando a pontuação basal é maior que 5,5. Figura 2: Gráfico de Kaplan-Meier do tempo até o início da progressão de incapacidade confirmada mantida por pelo menos 12 semanas com o evento inicial de agravamento neurológico tendo ocorrido durante o período de tratamento duplo-cego no Estudo 3* *Todos os pacientes nesta análise tinham no mínimo 120 semanas de acompanhamento. A análise primária baseia-se em todos os eventos de progressão de incapacidade acumulados, incluindo 21 sem EDSS confirmatória em 12 semanas. Na população geral do Estudo 3, a proporção de pacientes com agravamento de 20 por cento na caminhada cronometrada de 25 pés confirmada em 12 semanas foi de 49% nos pacientes tratados com Ocrevus® em comparação com 59% nos pacientes tratados com placebo (redução de risco de 25%). Placebo (n=244) Ocrevus 600 mg (n=488) Censurado Redução de 24% no risco de CDP HR (CI de 95%): 0,76 (0,59, 0,98); p=0,0321 Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada Nº de Pacientes em Risco Placebo Ocrevus 600 mg Visita basal Nas análises do subgrupo exploratório do Estudo 3, a proporção de pacientes do sexo feminino com progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi semelhante nos pacientes tratados com Ocrevus® e nos pacientes tratados com placebo (aproximadamente 36% em cada grupo). Em pacientes do sexo masculino, a proporção de pacientes com progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi de aproximadamente 30% nos pacientes tratados com Ocrevus® e 43% nos pacientes tratados com placebo. Os desfechos clínicos e de RMN que geralmente favoreciam Ocrevus® numericamente na população geral, e que mostravam tendências semelhantes tanto em pacientes do sexo masculino quanto feminino, incluíam taxa de recidiva anual, alteração no volume da lesão em T2, e número de lesões novas ou em aumento em T2. Referências bibliográficas Estudos 1 e 2 (WA21092 e WA21093): Hauser S.L., et al. Ocrelizumab versus Interferon Beta-1a in Relapsing Multiple Sclerosis. N Engl J Med 2017; 376:221-234. Estudo 3 (WA21093): Montalban X. et al. Ocrelizumab versus Placebo in Primary Progressive Multiple Sclerosis. N Engl J Med 2017; 376:209-220. 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Farmacodinâmica Mecanismos de ação O mecanismo preciso pelo qual ocrelizumabe exerce seus efeitos terapêuticos na esclerose múltipla é desconhecido, mas supõe-se que envolva a ligação ao CD20, um antígeno da superfície celular presente em linfócitos pré-B e linfócitos B maduros. Após a ligação da superfície celular aos linfócitos B, ocrelizumabe causa citólise celular dependente de anticorpo e lise mediada por complemento. Propriedades farmacodinâmicas Para contagens de células B, são usados ensaios de células B CD19+ pois a presença de Ocrevus® interfere no ensaio de CD20. O tratamento com Ocrevus® reduz as contagens de células B CD19+ no sangue 14 dias após a infusão. Em estudos clínicos, as contagens de células B aumentaram acima do limite inferior do normal (LIN) ou acima das contagens basais entre as infusões de Ocrevus® pelo menos uma vez em 0,3% a 4,1% dos pacientes. Em um estudo clínico de 51 pacientes, o tempo mediano para as contagens de células B voltarem ao valor basal ou LIN foi de 72 semanas (intervalo de 27-175 semanas) após a última infusão de Ocrevus®. Em 2,5 anos após a última infusão, as contagens de células B aumentaram até o valor basal ou LIN em 90% dos pacientes. Propriedades farmacocinéticas A farmacocinética (PK) de Ocrevus® em estudos clínicos de EM se enquadra em um modelo bicompartimental com a depuração dependente do tempo. A exposição geral no estado de equilíbrio (AUC durante os intervalos de dosagem de 24 semanas) de Ocrevus® foi de 3.510 mcg/mL por dia. Em estudos clínicos com pacientes com EM, as doses de manutenção de ocrelizumabe foram de 600 mg a cada 6 meses (pacientes com EMR) ou duas infusões de 300 mg separadas por um intervalo de 14 dias a cada 6 meses (pacientes com EMPP). A concentração máxima média foi de 212 mcg/mL para pacientes com EMR (infusão de 600 mg) e 141 mcg/mL para pacientes com EMPP (duas infusões de 300 mg administradas em duas semanas). A farmacocinética de ocrelizumabe foi essencialmente linear e proporcional à dose entre 400 mg e 2000 mg. Absorção Ocrevus® é administrado em infusão endovenosa. Não foram realizados estudos com outras formas de administração. Distribuição A estimativa de PK da população do volume de distribuição central foi de 2,78 L. O volume periférico e a depuração intercompartimental foram estimados em 2,68 L e 0,29 L/dia, respectivamente. Metabolismo O metabolismo de Ocrevus® não foi estudado diretamente, pois a depuração de anticorpos ocorre principalmente por catabolismo. Eliminação A depuração constante foi estimada em 0,17 L/dia, e a depuração inicial dependente do tempo em 0,05 L/dia, que diminuiu com uma meia-vida de 33 semanas. A meia-vida de eliminação terminal foi de 26 dias. Farmacocinética em populações especiais Pediatria Não foram conduzidos estudos para investigar a farmacocinética de Ocrevus® em crianças e adolescentes (menos de 18 anos de idade). Idosos Não foram conduzidos estudos para investigar a farmacocinética de Ocrevus® em pacientes com 65 anos ou mais. Insuficiência renal Pacientes com comprometimento renal leve foram incluídos nos estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Insuficiência hepática Pacientes com comprometimento hepático leve foram incluídos em estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Segurança pré-clínica Carcinogênese, Mutagênese, Comprometimento da Fertilidade Nenhum estudo de carcinogenicidade foi realizado para avaliar o potencial carcinogênico de Ocrevus®. Nenhum estudo foi realizado para avaliar o potencial mutagênico de Ocrevus ®. Como um anticorpo, não se espera que Ocrevus® interaja diretamente com o DNA. Não foi observado nenhum efeito nos órgãos reprodutores em macacos machos que receberam ocrelizumabe por injeção intravenosa (três doses iniciais de 15 ou 75 mg/kg, seguidas por doses semanais de 20 ou 100 mg/kg) durante 8 semanas. Também não foi observado efeito no ciclo estral em macacas que receberam ocrelizumabe durante três ciclos menstruais usando o mesmo regime de dosagem. As doses testadas em macacos são 2 e 10 vezes a dose humana recomendada de 600 mg, baseado em mg/kg. Teratogenicidade Após a administração intravenosa de Ocrevus® a macacas durante a organogênese (doses iniciais de 15 ou 75 mg/kg nos dias de gestação 20, 21 e 22, seguidas por doses semanais de 20 ou 100 mg/kg), observou-se depleção de linfócitos B no tecido linfoide (baço e linfonodos) nos fetos em ambas as doses. A administração intravenosa de Ocrevus® (três doses iniciais diárias de 15 ou 75 mg/kg, seguidas por doses semanais de 20 ou 100 mg/kg) a macacas prenhas durante todo o período de organogênese e continuando até o período neonatal resultou em mortes perinatais (algumas associadas a infecções bacterianas), toxicidade renal (glomerulopatia e inflamação), formação de folículo linfoide na medula óssea, e diminuições severas nos linfócitos B circulantes em recémnascidos. A causa das mortes neonatais é incerta, porém, constatou-se que ambos os neonatos afetados apresentavam infecções bacterianas. Peso testicular reduzido foi observado nos recém-nascidos sob a dosagem alta. Não foi identificada dose sem efeito quanto a efeitos adversos no desenvolvimento, as doses testadas em macacos são 2 e 10 vezes a dose recomendada em humanos de 600 mg, baseado em mg/kg. 4. CONTRAINDICAÇÕES Ocrevus® é contraindicado para pacientes com: · Infecção por HBV ativa (vide “Posologia e Modo de Usar” e “Advertências e Precauções”). · Histórico de reação à infusão de risco à vida ao Ocrevus® (vide “Advertências e Precauções”). · Hipersensibilidade conhecida ao ocrelizumabe ou qualquer de seus excipientes. 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES Reações à Infusão Ocrevus® pode causar reações à infusão, que podem incluir prurido, erupção cutânea, urticária, eritema, broncoespasmo, irritação na garganta, dor orofaríngea, dispneia, edema na faringe ou laringe, rubor, hipotensão, pirexia, fadiga, cefaleia, tontura, náusea, taquicardia e anafilaxia. Em estudos clínicos da esclerose múltipla (EM), a incidência de reações à infusão em pacientes tratados com Ocrevus®, que receberam metilprednisolona (ou um esteroide equivalente) e possivelmente outra pré-medicação para reduzir o risco de reações à infusão antes de cada infusão, foi de 34 a 40%, sendo a incidência mais alta com a primeira infusão. Não houve nenhuma reação à infusão fatal, mas 0,3% dos pacientes com EM tratados com Ocrevus® apresentaram reações à infusão que foram sérias, algumas com necessidade de hospitalização. Observar os pacientes tratados com Ocrevus® quanto à presença de reações à infusão durante a infusão e por pelo menos uma hora após o término da infusão. Informar os pacientes que reações à infusão podem ocorrer até 24 horas após a infusão. Reduzindo o Risco de Reações à Infusão e Tratando as Reações à Infusão Administrar a pré-medicação (ex. metilprednisolona ou um corticosteroide equivalente, e um anti-histamínico) para reduzir a frequência e a gravidade de reações à infusão. A adição de um antipirético (ex. acetaminofeno) também pode ser considerada (vide “Posologia e Modo de Usar”). As recomendações de tratamento das reações à infusão dependem do tipo e da gravidade da reação (vide “Posologia e Modo de Usar”). Para reações à infusão de risco à vida, interromper imediata e permanentemente o uso de Ocrevus® e administrar o tratamento de suporte apropriado. Para reações à infusão menos severas, o tratamento pode envolver a interrupção temporária da infusão, redução da velocidade de infusão e/ou administração de tratamento sintomático. Infecções Uma proporção maior de pacientes tratados com Ocrevus® apresentou infecções em comparação com pacientes que usaram REBIF ou placebo. Nos estudos de EMR, 58% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram uma ou mais infecções em comparação com 52% dos pacientes tratados com REBIF. No estudo de EMPP, 70% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram uma ou mais infecções em comparação com 68% dos pacientes com placebo. Ocrevus® aumentou o risco de infecções do trato respiratório superior, infecções do trato respiratório inferior, infecções cutâneas e infecções relacionadas a herpes (vide “Reações Adversas”). Ocrevus® não esteve associado a um aumento no risco de infecções sérias em pacientes com EM. Postergar a administração de Ocrevus® em pacientes com uma infecção ativa até que a infecção seja resolvida. Infecções do Trato Respiratório Uma proporção maior de pacientes tratados com Ocrevus® apresentou infecções do trato respiratório em comparação com pacientes que usaram REBIF ou placebo. Nos estudos de EMR, 40% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório superior em comparação com 33% dos pacientes tratados com REBIF, e 8% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório inferior em comparação com 5% dos pacientes tratados com REBIF. No estudo de EMPP, 49% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório superior em comparação com 43% dos pacientes com placebo e 10% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório inferior em comparação com 9% dos pacientes com placebo. As infecções foram predominantemente leves a moderadas e consistiam, sobretudo em infecções do trato respiratório superior e bronquite. Herpes Em estudos clínicos controlados por medicamento ativo (EMR), infecções por herpes foram relatadas de forma mais frequente em pacientes tratados com Ocrevus® do que em pacientes tratados com REBIF, incluindo herpes zoster (2,1% vs. 1,0%), herpes simples (0,7% vs. 0,1%), herpes oral (3,0% vs. 2,2%), herpes genital (0,1% vs. 0%), e infecção pelo vírus do herpes (0,1% vs. 0%). As infecções foram de gravidade predominantemente leve a moderada. Não houve nenhum relato de herpes disseminada. No estudo clínico controlado por placebo (EMPP), herpes oral foi relatada com maior frequência nos pacientes tratados com Ocrevus® do que nos pacientes com placebo (2,7% vs 0,8%). Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP) A LMP é uma infecção oportunista do cérebro causada pelo vírus John Cunningham (JC) que normalmente ocorre somente em pacientes imunocomprometidos, e que geralmente leva à morte ou incapacidade severa. Embora nenhum caso de LMP tenha sido identificado nos estudos clínicos de Ocrevus®, a infecção pelo vírus JC que resulta em LMP foi observada em pacientes tratados com outros anticorpos anti-CD20 e outras terapias para EM e estava associada a alguns fatores de risco (ex. pacientes imunocomprometidos, politerapia com imunossupressores). No primeiro sinal ou sintoma sugestivo de LMP, suspender Ocrevus® e realizar uma avaliação diagnóstica apropriada. Achados de RMN podem ser aparentes antes dos sinais ou sintomas clínicos. Os sintomas típicos associados à LMP são diversos, evoluem durante dias a semanas, e incluem fraqueza progressiva de um lado do corpo ou membros desajeitados, distúrbio visual, e alterações no raciocínio, memória e orientação, levando à confusão e a alterações na personalidade. Reativação do Vírus da Hepatite B (HBV) Não houve nenhum relato de reativação do vírus da hepatite B em pacientes com EM tratados com Ocrevus®. Hepatite fulminante, insuficiência hepática e morte causadas pela reativação do HBV ocorreram em pacientes tratados com outros anticorpos anti-CD20. Realizar o teste de HBV em todos os pacientes antes do início do tratamento com Ocrevus®. Não administrar Ocrevus® a pacientes com HBV ativo confirmado por resultados positivos nos testes de HBsAg e anti-HB. Para pacientes negativos para o antígeno de superfície [HBsAg] e positivos para o anticorpo antinuclear de HB [HBcAb+] ou que são portadores de HBV [HBsAg+], consultar um especialista em doença hepática antes de iniciar e durante o tratamento. Possível Risco Aumentado de Efeitos Imunossupressores com Outros Imunossupressores Ao iniciar Ocrevus® após uma terapia imunossupressora ou ao iniciar uma terapia imunossupressora após Ocrevus®, considerar o potencial de efeitos imunossupressores aumentados (vide “Interações medicamentosas” e “Características Farmacológicas”). Ocrevus® não foi estudado em combinação com outras terapias para EM. Vacinações Administrar todas as imunizações de acordo com as diretrizes de imunização pelo menos 4 semanas antes do início de Ocrevus® para vacinas vivas ou vivas atenuadas e, sempre que possível, pelo menos 2 semanas antes do início do tratamento com Ocrevus® para vacinas inativas. Ocrevus® pode interferir na eficácia de vacinas inativas (vide “Interações medicamentosas”). A segurança de imunização com vacinas vivas ou vivas-atenuadas após a terapia com Ocrevus® não foi estudada, e a vacinação com vacinas vivas-atenuadas ou vivas não é recomendada durante o tratamento e até a repleção das células B (vide “Características Farmacológicas”). Não há nenhum dado disponível sobre os efeitos de vacina viva ou inativa em pacientes que receberam Ocrevus®. Vacinação de crianças nascidas de mães tratadas com Ocrevus® durante a gravidez Não devem ser administradas vacinas vivas ou vivas atenuadas a bebês de mães expostas a Ocrevus® durante a gravidez antes de se confirmar a recuperação das contagens de células B, conforme medido pelo nível de células B, CD19 +. A depleção de células B nestas crianças pode aumentar os riscos relacionados às vacinas vivas ou vivas atenuadas. Vacinas inativas podem ser administradas antes da recuperação da depleção de células B, conforme indicado, mas devese considerar a avaliação das respostas imunológicas da vacina, por meio de consulta com um especialista qualificado, para avaliar se uma resposta imune protetora foi desenvolvida (vide “Uso em populações especiais”). Malignidades Pode existir um risco maior de malignidade com Ocrevus®. Em estudos controlados, malignidades, incluindo câncer de mama, ocorreram de forma mais frequente em pacientes tratados com Ocrevus®. Câncer de mama ocorreu em 6 de 781 mulheres tratadas com Ocrevus® e nenhuma das 668 mulheres tratadas com REBIF ou placebo. As pacientes devem seguir as diretrizes padrão de triagem de câncer de mama. Uso em populações especiais Gravidez Ocrevus® é um anticorpo monoclonal humanizado de uma imunoglobulina do subtipo G1. As imunoglobulinas são conhecidas por atravessarem a barreira placentária. Não há dados adequados sobre o risco no desenvolvimento associado ao uso de Ocrevus® por mulheres grávidas. No entanto, depleção transitória de células B periféricas e linfocitopenia foram relatadas em bebês nascidos de mães expostas a outros anticorpos anti-CD20 durante a gravidez. Os níveis de células B em bebês após a exposição materna ao Ocrevus® não foram estudados em ensaios clínicos. A duração potencial da depleção de células B em tais bebês e o impacto da depleção de células B na segurança e eficácia são desconhecidos (vide “Advertências e Precauções”). Após a administração de ocrelizumabe a macacas prenhas em doses semelhantes a ou maiores do que as doses usadas clinicamente, observou-se aumento da mortalidade perinatal, depleção de populações de células B, toxicidade renal, da medula óssea e testicular nos filhotes, na ausência de toxicidade materna (vide “Características Farmacológicas” - Teratogenicidade). Na população geral dos EUA, o risco inicial estimado de defeitos congênitos significativos e aborto em gestações clinicamente reconhecidas é de 2% a 4% e 15% a 20%, respectivamente. O risco inicial de defeitos congênitos significativos e aborto para a população indicada é desconhecido. Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Lactação Não há dados sobre a presença de ocrelizumabe no leite humano, os efeitos no lactente, ou os efeitos do medicamento na produção de leite. Ocrelizumabe foi excretado no leite de macacas tratadas com ocrelizumabe. IgG humano é excretado no leite humano, e o potencial de absorção de ocrelizumabe para causar depleção de células B no bebê é desconhecido. Os benefícios da amamentação no desenvolvimento e na saúde devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica de Ocrevus® da mãe e com qualquer possível efeito adverso no lactente decorrente de Ocrevus® ou da condição subjacente materna. Mulheres e Homens com Potencial Reprodutivo Contracepção Mulheres com potencial para engravidar devem usar um contraceptivo enquanto estiverem recebendo Ocrevus® e por 6 meses após a última infusão de Ocrevus® (vide “Características Farmacológicas”). Uso Pediátrico A segurança e eficácia de Ocrevus® em pacientes pediátricos não foi estabelecida. Uso Geriátrico Estudos clínicos de Ocrevus® não incluíram quantidades suficientes de indivíduos com idade de 65 ou mais para determinar se eles respondem de forma diferente de indivíduos mais jovens. Insuficiência renal Pacientes com comprometimento renal leve foram incluídos nos estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Insuficiência hepática Pacientes com comprometimento hepático leve foram incluídos em estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Efeitos sobre a capacidade para dirigir veículos ou operar máquinas Ocrevus® não possui nenhuma influência, ou possui influência insignificante, na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Até o momento, não há informações de que ocrelizumabe possa causar doping. 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Terapias imunossupressoras ou imunomoduladoras Presume-se que o uso concomitante de Ocrevus® e outras terapias imunomoduladoras ou imunossupressoras, incluindo doses imunossupressoras de corticosteroides, aumente o risco de imunossupressão. Considerar o risco de efeitos cumulativos no sistema imunológico ao administrar concomitantemente terapias imunossupressoras com Ocrevus®. Ao trocar de medicamentos com efeitos imunológicos prolongados, como daclizumabe, fingolimode, natalizumabe, teriflunomida ou mitoxantrona, considerar a duração e o modo de ação desses medicamentos por causa dos efeitos imunossupressores cumulativos ao iniciar Ocrevus® (vide “Advertências e Precauções”). Vacinações Um estudo aberto, randomizado de Fase 3b, avaliou o uso concomitante de Ocrevus® e várias vacinas inativadas, em adultos entre 18 e 55 anos de idade com formas recorrentes de esclerose múltipla (68 indivíduos em tratamento com Ocrevus® no momento da vacinação e 34 indivíduos não submetidos a tratamento com Ocrevus® no momento da vacinação). A exposição concomitante a Ocrevus® atenuou as respostas de anticorpos contra a vacina contendo toxóide tetânico, polissacarídeo pneumocócico, vacinas conjugadas pneumocócicas e vacinas contra influenza sazonais inativadas. O impacto da atenuação observada na eficácia da vacina nesta população de pacientes é desconhecido. A segurança e a eficácia das vacinas vivas ou atenuadas administradas concomitantemente com Ocrevus® não foram avaliadas (vide “Advertências e Precauções”). 7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO Ocrevus® deve ser conservado sob refrigeração (entre 2-8 oC). Manter o frasco-ampola dentro do cartucho para proteger da luz. Não congelar. Não agitar. Ocrevus® é uma solução sem conservantes, estéril, clara ou ligeiramente opalescente, e incolor a marrom pálida fornecida em uma caixa contendo uma ampola de dose única de 300 mg/10 mL (30 mg/mL). Antes do início da infusão intravenosa, o conteúdo da bolsa de infusão deve estar em temperatura ambiente. Utilizar a solução de infusão preparada imediatamente. Se não for usada imediatamente, armazenar até 24 horas no refrigerador entre 2°C–8°C e 8 horas em temperatura ambiente até 25°C, incluindo o tempo de infusão. Caso a infusão intravenosa não possa ser concluída no mesmo dia, descartar a solução restante. Prazo de validade Este medicamento possui prazo de validade 18 meses a partir da data de fabricação. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Ocrevus® é uma solução para infusão intravenosa sem conservantes, estéril, clara ou ligeiramente opalescente, e incolor a marrom pálido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR Ocrevus® deve ser preparado por profissional de saúde usando técnica asséptica. O produto não contém conservantes e se destina a uso único. Inspecionar visualmente quanto à presença de material particulado e descoloração antes da administração. Não usar a solução se houver descoloração ou se a solução contiver discreta quantidade de material particulado estranho. Não agitar. Retirar a dose pretendida e diluir em uma bolsa de infusão contendo Injeção de Coleto de Sódio 0,9%, até uma concentração final do medicamento de aproximadamente 1,2 mg/mL. · Retirar 10 mL (300 mg) de Ocrevus® e injetar em 250 mL · Retirar 20 mL (600 mg) de Ocrevus® e injetar em 500 mL Não usar outros diluentes para diluir Ocrevus® uma vez que seu uso não foi testado. O produto não contém conservantes e destina-se somente a uso único. A solução para infusão diluída precisa ser administrada usando um equipo de infusão com filtro de linha de 0,2 ou 0,22 mícron. Antes de iniciar a infusão IV, o conteúdo da bolsa de infusão precisar estar em temperatura ambiente para evitar uma reação de infusão decorrente de aplicação de solução com temperatura baixa. Avaliações antes da Primeira Dose de Ocrevus® Teste do Vírus da Hepatite B Antes de iniciar Ocrevus®, realizar o teste do vírus da Hepatite B (HBV). Ocrevus® é contraindicado para pacientes com HBV ativo confirmado por resultados positivos para os testes de HBsAg e anti-HBV. Para pacientes negativos para o antígeno de superfície (HBsAg) e positivos para o anticorpo antinuclear do HB (HBcAb+) ou que sejam portadores de HBV (HBsAg+), consultar especialistas em doença hepática antes de iniciar e durante o tratamento (vide “Advertências e Precauções”). Vacinações Como a vacinação com vacinas vivas-atenuadas ou vivas não é recomendada durante o tratamento e após a descontinuação até a repleção das células B, administrar todas as imunizações necessárias de acordo com as diretrizes de imunização pelo menos 4 semanas antes do início de Ocrevus® para vacinas vivas ou vivas atenuadas e, sempre que possível, pelo menos 2 semanas antes do início do Ocrevus® para vacinas inativadas (vide “Advertências e Precauções” e “Características Farmacológicas”). Preparo antes de cada Infusão Avaliação de Infecção Antes de cada infusão de Ocrevus®, determinar se há uma infecção ativa. Em caso de infecção ativa, postergar a infusão de Ocrevus® até que a infecção seja resolvida (vide “Advertências e Precauções”). Pré-medicação Recomendada Pré-medicar com 100 mg de metilprednisolona (ou um corticosteroide equivalente) administrado por via intravenosa aproximadamente 30 minutos antes de cada infusão de Ocrevus® para reduzir a frequência e a gravidade de reações à infusão (vide “Advertências e Precauções”). Pré-medicar com um anti-histamínico (ex.: difenidramina) aproximadamente 30-60 minutos antes de cada infusão de Ocrevus® para reduzir a frequência e a gravidade de reações à infusão. A adição de um antipirético (ex. acetaminofeno) também pode ser considerada. Dosagem Recomendada e Administração da Dose · Administrar Ocrevus® sob rigorosa supervisão de um profissional de saúde experiente com acesso a suporte médico apropriado para controlar reações severas como reações sérias à infusão. · Dose inicial: infusão intravenosa de 300 mg, seguida, duas semanas depois, por uma segunda infusão intravenosa de 300 mg. · Doses subsequentes: infusão intravenosa única de 600 mg a cada 6 meses. Observar o paciente por pelo menos uma hora após o término da infusão (vide “Advertências e Precauções”). Tabela 3: Dose Recomendada, Velocidade da Infusão e Duração da Infusão para EMR e EMPP Quantidade e Volume1 Velocidade e Duração da Infusão3 Dose Inicial (duas infusões) Infusão 1 300mg em 250mL · Iniciar a 30 mL por hora · Aumentar 30 mL por hora a cada 30 minutos · Máximo: 180 mL por hora · Duração: 2,5 horas ou mais Infusão 2 (2 semanas depois) 300mg em 250mL Doses Subsequentes (uma infusão) Uma infusão a cada 6 meses2 600mg em 500mL · Iniciar a 40 mL por hora · Aumentar 40 mL por hora a cada 30 minutos · Máximo: 200 mL por hora · Duração: 3,5 horas ou mais 1 As soluções de Ocrevus® para infusão intravenosa são preparadas por diluição do medicamento em uma bolsa de infusão contendo Injeção de Cloreto de Sódio 0,9%, até uma concentração final do medicamento de aproximadamente 1,2 mg/mL. 2 Administrar a primeira Dose Subsequente 6 meses após a Infusão 1 da Dose Inicial. 3 O tempo de infusão pode ser mais longo se a infusão for interrompida ou retardada (vide “Posologia e Modo de Usar”). Doses Postergadas ou Omitidas Se uma infusão planejada de Ocrevus® for omitida, administrar Ocrevus® assim que possível; não aguardar até a próxima dose programada. Redefinir o cronograma de dosagem para administrar a próxima dose sequencial 6 meses depois que a dose omitida for administrada. As doses de Ocrevus® devem ter um intervalo de pelo menos 5 meses (vide “Posologia e Modo de Usar”). Modificações da Dose por causa de Reações à Infusão As modificações da dose em resposta a reações à infusão dependem da gravidade. Reações à Infusão de Risco à Vida Interromper imediatamente e descontinuar permanentemente Ocrevus® se houver sinais de uma reação à infusão de risco à vida ou incapacitante (vide “Advertências e Precauções”). Fornecer tratamento de suporte apropriado. Reações à Infusão Severas Interromper imediatamente a infusão e administrar tratamento de suporte apropriado, conforme necessário (vide “Advertências e Precauções”). Reiniciar a infusão somente depois que todos os sintomas tiverem sido resolvidos. Ao reiniciar, começar na metade da velocidade de infusão da ocasião do início da reação à infusão (vide “Posologia e Modo de Usar”). Se esta velocidade for tolerada, aumentar a velocidade conforme descrito na Tabela 3. Essa alteração na velocidade aumentará a duração total da infusão, mas não a dose total. Reações à Infusão Leves a Moderadas Reduzir a velocidade de infusão para metade da velocidade do início da reação à infusão e manter a velocidade reduzida por pelo menos 30 minutos (vide “Advertências e Precauções”). Se esta velocidade for tolerada, aumentar a velocidade conforme descrito na Tabela 3. Esta alteração na velocidade aumentará a duração total da infusão, mas não a dose total. Incompatibilidades Não foram observadas incompatibilidades entre Ocrevus® e bolsas de policloreto de vinila (PVC) ou poliolefina (PO) e conjuntos de administração intravenosa (IV). Não use outros diluentes para diluição de Ocrevus® porque seu uso não foi testado. Instruções especiais para administração Crianças e adolescentes A segurança e a eficácia de Ocrevus® em crianças e adolescentes (>< 18 anos) não foram estudadas. Pacientes idosos Estudos clínicos de Ocrevus® não incluíram quantidades suficientes de indivíduos com idade de 65 ou mais para determinar se eles respondem de forma diferente de indivíduos mais jovens. Insuficiência renal Pacientes com comprometimento renal leve foram incluídos nos estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Insuficiência hepática Pacientes com comprometimento hepático leve foram incluídos em estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP): O Estudo 3 foi um estudo clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo em pacientes com EMPP. Os pacientes foram randomizados a 2:1 para receber Ocrevus® 600 mg ou placebo como duas infusões intravenosas de 300 mg com um intervalo de 2 semanas a cada 24 semanas por pelo menos 120 semanas. Os critérios de seleção exigiam uma EDSS basal de 3 a 6,5 e uma pontuação de 2 ou mais para o sistema funcional piramidal da EDSS em razão de achados na extremidade inferior. Avaliações neurológicas foram conduzidas a cada 12 semanas. Uma RMN foi realizada na visita basal e nas Semanas 24, 48 e 120. No Estudo 3, o resultado primário foi o tempo até o início da progressão de incapacidade atribuível à EM confirmada como presente na próxima avaliação neurológica pelo menos 12 semanas depois. A progressão de incapacidade ocorria quando a pontuação da EDSS aumentava 1 ponto ou mais a partir da EDSS basal se a EDSS basal fosse de 5,5 pontos ou menos, ou por 0,5 pontos ou mais se a EDSS basal fosse maior que 5,5 pontos. No Estudo 3, também foi considerado que a progressão de incapacidade confirmada tinha ocorrido se os pacientes que apresentassem progressão de incapacidade descontinuassem a participação no estudo antes da próxima avaliação. Medidas de resultado adicionais incluíam caminhada cronometrada por uma distância de 25 pés, e alteração percentual no volume da lesão hiperintensa em T2. O Estudo 3 randomizou 488 pacientes para Ocrevus® e 244 para placebo; 21% dos pacientes tratados com Ocrevus® e 34% dos pacientes tratados com placebo não concluíram o estudo. Os dados demográficos e as características da doença na linha de base foram equilibrados entre os dois grupos de tratamento. Na linha de base, a idade média dos pacientes era de 45; 49% eram mulheres. O tempo médio desde o aparecimento do sintoma foi de 6,7 anos, a pontuação média na EDSS foi de 4,7, e 26% apresentaram uma ou mais lesões realçadas por Gd em T1 na visita basal; 88% dos pacientes não tinham sido tratados anteriormente com um tratamento não-esteroide para EM. O tempo até o início da progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi significativamente mais longo para pacientes tratados com Ocrevus® do que para pacientes tratados com placebo (vide Figura 2). Os resultados do Estudo 3 são apresentados na Tabela 2 e na Figura 2. REBIF 44 mcg (n=829) Ocrevus 600 mg (n=827) Censurado Redução de 40% no risco de CDP HR (CI de 95%): 0,60 (0,45, 0,81); p=0,0006 Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada Nº de Pacientes em Risco REBIF 44 mcg Ocrevus 600 mg Visita basal Tabela 2: Principais Desfechos Clínicos e de RMN em pacientes com EMPP no Estudo 3 Desfechos Estudo 3 Ocrevus® 600 mg (duas infusões de 300 mg com um intervalo de duas semanas a cada 24 semanas) N=488 Placebo N=244 Resultados Clínicos Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada em 12 Semanas1 32,9% 39,3% Redução de risco 24%; p=0,0321 Desfechos de RMN Alteração média no volume das lesões T2, desde a visita basal até a Semana 120 (cm3) -0,39 0,79 p<0,0001 1 Definida como um aumento de 1,0 ponto ou mais a partir da pontuação de EDSS basal para pacientes com pontuação basal de 5,5 ou menos, ou um aumento de 0,5 ou mais quando a pontuação basal é maior que 5,5. Figura 2: Gráfico de Kaplan-Meier do tempo até o início da progressão de incapacidade confirmada mantida por pelo menos 12 semanas com o evento inicial de agravamento neurológico tendo ocorrido durante o período de tratamento duplo-cego no Estudo 3* *Todos os pacientes nesta análise tinham no mínimo 120 semanas de acompanhamento. A análise primária baseia-se em todos os eventos de progressão de incapacidade acumulados, incluindo 21 sem EDSS confirmatória em 12 semanas. Na população geral do Estudo 3, a proporção de pacientes com agravamento de 20 por cento na caminhada cronometrada de 25 pés confirmada em 12 semanas foi de 49% nos pacientes tratados com Ocrevus® em comparação com 59% nos pacientes tratados com placebo (redução de risco de 25%). Placebo (n=244) Ocrevus 600 mg (n=488) Censurado Redução de 24% no risco de CDP HR (CI de 95%): 0,76 (0,59, 0,98); p=0,0321 Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada Nº de Pacientes em Risco Placebo Ocrevus 600 mg Visita basal Nas análises do subgrupo exploratório do Estudo 3, a proporção de pacientes do sexo feminino com progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi semelhante nos pacientes tratados com Ocrevus® e nos pacientes tratados com placebo (aproximadamente 36% em cada grupo). Em pacientes do sexo masculino, a proporção de pacientes com progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi de aproximadamente 30% nos pacientes tratados com Ocrevus® e 43% nos pacientes tratados com placebo. Os desfechos clínicos e de RMN que geralmente favoreciam Ocrevus® numericamente na população geral, e que mostravam tendências semelhantes tanto em pacientes do sexo masculino quanto feminino, incluíam taxa de recidiva anual, alteração no volume da lesão em T2, e número de lesões novas ou em aumento em T2. Referências bibliográficas Estudos 1 e 2 (WA21092 e WA21093): Hauser S.L., et al. Ocrelizumab versus Interferon Beta-1a in Relapsing Multiple Sclerosis. N Engl J Med 2017; 376:221-234. Estudo 3 (WA21093): Montalban X. et al. Ocrelizumab versus Placebo in Primary Progressive Multiple Sclerosis. N Engl J Med 2017; 376:209-220.> Figura 2: Gráfico de Kaplan-Meier do tempo até o início da progressão de incapacidade confirmada mantida por pelo menos 12 semanas com o evento inicial de agravamento neurológico tendo ocorrido durante o período de tratamento duplo-cego no Estudo 3* *Todos os pacientes nesta análise tinham no mínimo 120 semanas de acompanhamento. A análise primária baseia-se em todos os eventos de progressão de incapacidade acumulados, incluindo 21 sem EDSS confirmatória em 12 semanas. Na população geral do Estudo 3, a proporção de pacientes com agravamento de 20 por cento na caminhada cronometrada de 25 pés confirmada em 12 semanas foi de 49% nos pacientes tratados com Ocrevus® em comparação com 59% nos pacientes tratados com placebo (redução de risco de 25%). Placebo (n=244) Ocrevus 600 mg (n=488) Censurado Redução de 24% no risco de CDP HR (CI de 95%): 0,76 (0,59, 0,98); p=0,0321 Proporção de Pacientes com Progressão de Incapacidade Confirmada Nº de Pacientes em Risco Placebo Ocrevus 600 mg Visita basal Nas análises do subgrupo exploratório do Estudo 3, a proporção de pacientes do sexo feminino com progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi semelhante nos pacientes tratados com Ocrevus® e nos pacientes tratados com placebo (aproximadamente 36% em cada grupo). Em pacientes do sexo masculino, a proporção de pacientes com progressão de incapacidade confirmada em 12 semanas após o início foi de aproximadamente 30% nos pacientes tratados com Ocrevus® e 43% nos pacientes tratados com placebo. Os desfechos clínicos e de RMN que geralmente favoreciam Ocrevus® numericamente na população geral, e que mostravam tendências semelhantes tanto em pacientes do sexo masculino quanto feminino, incluíam taxa de recidiva anual, alteração no volume da lesão em T2, e número de lesões novas ou em aumento em T2. Referências bibliográficas Estudos 1 e 2 (WA21092 e WA21093): Hauser S.L., et al. Ocrelizumab versus Interferon Beta-1a in Relapsing Multiple Sclerosis. N Engl J Med 2017; 376:221-234. Estudo 3 (WA21093): Montalban X. et al. Ocrelizumab versus Placebo in Primary Progressive Multiple Sclerosis. N Engl J Med 2017; 376:209-220.

  3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Farmacodinâmica Mecanismos de ação O mecanismo preciso pelo qual ocrelizumabe exerce seus efeitos terapêuticos na esclerose múltipla é desconhecido, mas supõe-se que envolva a ligação ao CD20, um antígeno da superfície celular presente em linfócitos pré-B e linfócitos B maduros. Após a ligação da superfície celular aos linfócitos B, ocrelizumabe causa citólise celular dependente de anticorpo e lise mediada por complemento. Propriedades farmacodinâmicas Para contagens de células B, são usados ensaios de células B CD19+ pois a presença de Ocrevus® interfere no ensaio de CD20. O tratamento com Ocrevus® reduz as contagens de células B CD19+ no sangue 14 dias após a infusão. Em estudos clínicos, as contagens de células B aumentaram acima do limite inferior do normal (LIN) ou acima das contagens basais entre as infusões de Ocrevus® pelo menos uma vez em 0,3% a 4,1% dos pacientes. Em um estudo clínico de 51 pacientes, o tempo mediano para as contagens de células B voltarem ao valor basal ou LIN foi de 72 semanas (intervalo de 27-175 semanas) após a última infusão de Ocrevus®. Em 2,5 anos após a última infusão, as contagens de células B aumentaram até o valor basal ou LIN em 90% dos pacientes. Propriedades farmacocinéticas A farmacocinética (PK) de Ocrevus® em estudos clínicos de EM se enquadra em um modelo bicompartimental com a depuração dependente do tempo. A exposição geral no estado de equilíbrio (AUC durante os intervalos de dosagem de 24 semanas) de Ocrevus® foi de 3.510 mcg/mL por dia. Em estudos clínicos com pacientes com EM, as doses de manutenção de ocrelizumabe foram de 600 mg a cada 6 meses (pacientes com EMR) ou duas infusões de 300 mg separadas por um intervalo de 14 dias a cada 6 meses (pacientes com EMPP). A concentração máxima média foi de 212 mcg/mL para pacientes com EMR (infusão de 600 mg) e 141 mcg/mL para pacientes com EMPP (duas infusões de 300 mg administradas em duas semanas). A farmacocinética de ocrelizumabe foi essencialmente linear e proporcional à dose entre 400 mg e 2000 mg. Absorção Ocrevus® é administrado em infusão endovenosa. Não foram realizados estudos com outras formas de administração. Distribuição A estimativa de PK da população do volume de distribuição central foi de 2,78 L. O volume periférico e a depuração intercompartimental foram estimados em 2,68 L e 0,29 L/dia, respectivamente. Metabolismo O metabolismo de Ocrevus® não foi estudado diretamente, pois a depuração de anticorpos ocorre principalmente por catabolismo. Eliminação A depuração constante foi estimada em 0,17 L/dia, e a depuração inicial dependente do tempo em 0,05 L/dia, que diminuiu com uma meia-vida de 33 semanas. A meia-vida de eliminação terminal foi de 26 dias. Farmacocinética em populações especiais Pediatria Não foram conduzidos estudos para investigar a farmacocinética de Ocrevus® em crianças e adolescentes (menos de 18 anos de idade). Idosos Não foram conduzidos estudos para investigar a farmacocinética de Ocrevus® em pacientes com 65 anos ou mais. Insuficiência renal Pacientes com comprometimento renal leve foram incluídos nos estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Insuficiência hepática Pacientes com comprometimento hepático leve foram incluídos em estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Segurança pré-clínica Carcinogênese, Mutagênese, Comprometimento da Fertilidade Nenhum estudo de carcinogenicidade foi realizado para avaliar o potencial carcinogênico de Ocrevus®. Nenhum estudo foi realizado para avaliar o potencial mutagênico de Ocrevus ®. Como um anticorpo, não se espera que Ocrevus® interaja diretamente com o DNA. Não foi observado nenhum efeito nos órgãos reprodutores em macacos machos que receberam ocrelizumabe por injeção intravenosa (três doses iniciais de 15 ou 75 mg/kg, seguidas por doses semanais de 20 ou 100 mg/kg) durante 8 semanas. Também não foi observado efeito no ciclo estral em macacas que receberam ocrelizumabe durante três ciclos menstruais usando o mesmo regime de dosagem. As doses testadas em macacos são 2 e 10 vezes a dose humana recomendada de 600 mg, baseado em mg/kg. Teratogenicidade Após a administração intravenosa de Ocrevus® a macacas durante a organogênese (doses iniciais de 15 ou 75 mg/kg nos dias de gestação 20, 21 e 22, seguidas por doses semanais de 20 ou 100 mg/kg), observou-se depleção de linfócitos B no tecido linfoide (baço e linfonodos) nos fetos em ambas as doses. A administração intravenosa de Ocrevus® (três doses iniciais diárias de 15 ou 75 mg/kg, seguidas por doses semanais de 20 ou 100 mg/kg) a macacas prenhas durante todo o período de organogênese e continuando até o período neonatal resultou em mortes perinatais (algumas associadas a infecções bacterianas), toxicidade renal (glomerulopatia e inflamação), formação de folículo linfoide na medula óssea, e diminuições severas nos linfócitos B circulantes em recémnascidos. A causa das mortes neonatais é incerta, porém, constatou-se que ambos os neonatos afetados apresentavam infecções bacterianas. Peso testicular reduzido foi observado nos recém-nascidos sob a dosagem alta. Não foi identificada dose sem efeito quanto a efeitos adversos no desenvolvimento, as doses testadas em macacos são 2 e 10 vezes a dose recomendada em humanos de 600 mg, baseado em mg/kg.

  4. CONTRAINDICAÇÕES crevus® é contraindicado para pacientes com: · Infecção por HBV ativa (vide “Posologia e Modo de Usar” e “Advertências e Precauções”). · Histórico de reação à infusão de risco à vida ao Ocrevus® (vide “Advertências e Precauções”). · Hipersensibilidade conhecida ao ocrelizumabe ou qualquer de seus excipientes.

  5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES Reações à Infusão Ocrevus® pode causar reações à infusão, que podem incluir prurido, erupção cutânea, urticária, eritema, broncoespasmo, irritação na garganta, dor orofaríngea, dispneia, edema na faringe ou laringe, rubor, hipotensão, pirexia, fadiga, cefaleia, tontura, náusea, taquicardia e anafilaxia. Em estudos clínicos da esclerose múltipla (EM), a incidência de reações à infusão em pacientes tratados com Ocrevus®, que receberam metilprednisolona (ou um esteroide equivalente) e possivelmente outra pré-medicação para reduzir o risco de reações à infusão antes de cada infusão, foi de 34 a 40%, sendo a incidência mais alta com a primeira infusão. Não houve nenhuma reação à infusão fatal, mas 0,3% dos pacientes com EM tratados com Ocrevus® apresentaram reações à infusão que foram sérias, algumas com necessidade de hospitalização. Observar os pacientes tratados com Ocrevus® quanto à presença de reações à infusão durante a infusão e por pelo menos uma hora após o término da infusão. Informar os pacientes que reações à infusão podem ocorrer até 24 horas após a infusão. Reduzindo o Risco de Reações à Infusão e Tratando as Reações à Infusão Administrar a pré-medicação (ex. metilprednisolona ou um corticosteroide equivalente, e um anti-histamínico) para reduzir a frequência e a gravidade de reações à infusão. A adição de um antipirético (ex. acetaminofeno) também pode ser considerada (vide “Posologia e Modo de Usar”). As recomendações de tratamento das reações à infusão dependem do tipo e da gravidade da reação (vide “Posologia e Modo de Usar”). Para reações à infusão de risco à vida, interromper imediata e permanentemente o uso de Ocrevus® e administrar o tratamento de suporte apropriado. Para reações à infusão menos severas, o tratamento pode envolver a interrupção temporária da infusão, redução da velocidade de infusão e/ou administração de tratamento sintomático. Infecções Uma proporção maior de pacientes tratados com Ocrevus® apresentou infecções em comparação com pacientes que usaram REBIF ou placebo. Nos estudos de EMR, 58% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram uma ou mais infecções em comparação com 52% dos pacientes tratados com REBIF. No estudo de EMPP, 70% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram uma ou mais infecções em comparação com 68% dos pacientes com placebo. Ocrevus® aumentou o risco de infecções do trato respiratório superior, infecções do trato respiratório inferior, infecções cutâneas e infecções relacionadas a herpes (vide “Reações Adversas”). Ocrevus® não esteve associado a um aumento no risco de infecções sérias em pacientes com EM. Postergar a administração de Ocrevus® em pacientes com uma infecção ativa até que a infecção seja resolvida. Infecções do Trato Respiratório Uma proporção maior de pacientes tratados com Ocrevus® apresentou infecções do trato respiratório em comparação com pacientes que usaram REBIF ou placebo. Nos estudos de EMR, 40% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório superior em comparação com 33% dos pacientes tratados com REBIF, e 8% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório inferior em comparação com 5% dos pacientes tratados com REBIF. No estudo de EMPP, 49% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório superior em comparação com 43% dos pacientes com placebo e 10% dos pacientes tratados com Ocrevus® apresentaram infecções do trato respiratório inferior em comparação com 9% dos pacientes com placebo. As infecções foram predominantemente leves a moderadas e consistiam, sobretudo em infecções do trato respiratório superior e bronquite. Herpes Em estudos clínicos controlados por medicamento ativo (EMR), infecções por herpes foram relatadas de forma mais frequente em pacientes tratados com Ocrevus® do que em pacientes tratados com REBIF, incluindo herpes zoster (2,1% vs. 1,0%), herpes simples (0,7% vs. 0,1%), herpes oral (3,0% vs. 2,2%), herpes genital (0,1% vs. 0%), e infecção pelo vírus do herpes (0,1% vs. 0%). As infecções foram de gravidade predominantemente leve a moderada. Não houve nenhum relato de herpes disseminada. No estudo clínico controlado por placebo (EMPP), herpes oral foi relatada com maior frequência nos pacientes tratados com Ocrevus® do que nos pacientes com placebo (2,7% vs 0,8%). Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP) A LMP é uma infecção oportunista do cérebro causada pelo vírus John Cunningham (JC) que normalmente ocorre somente em pacientes imunocomprometidos, e que geralmente leva à morte ou incapacidade severa. Embora nenhum caso de LMP tenha sido identificado nos estudos clínicos de Ocrevus®, a infecção pelo vírus JC que resulta em LMP foi observada em pacientes tratados com outros anticorpos anti-CD20 e outras terapias para EM e estava associada a alguns fatores de risco (ex. pacientes imunocomprometidos, politerapia com imunossupressores). No primeiro sinal ou sintoma sugestivo de LMP, suspender Ocrevus® e realizar uma avaliação diagnóstica apropriada. Achados de RMN podem ser aparentes antes dos sinais ou sintomas clínicos. Os sintomas típicos associados à LMP são diversos, evoluem durante dias a semanas, e incluem fraqueza progressiva de um lado do corpo ou membros desajeitados, distúrbio visual, e alterações no raciocínio, memória e orientação, levando à confusão e a alterações na personalidade. Reativação do Vírus da Hepatite B (HBV) Não houve nenhum relato de reativação do vírus da hepatite B em pacientes com EM tratados com Ocrevus®. Hepatite fulminante, insuficiência hepática e morte causadas pela reativação do HBV ocorreram em pacientes tratados com outros anticorpos anti-CD20. Realizar o teste de HBV em todos os pacientes antes do início do tratamento com Ocrevus®. Não administrar Ocrevus® a pacientes com HBV ativo confirmado por resultados positivos nos testes de HBsAg e anti-HB. Para pacientes negativos para o antígeno de superfície [HBsAg] e positivos para o anticorpo antinuclear de HB [HBcAb+] ou que são portadores de HBV [HBsAg+], consultar um especialista em doença hepática antes de iniciar e durante o tratamento. Possível Risco Aumentado de Efeitos Imunossupressores com Outros Imunossupressores Ao iniciar Ocrevus® após uma terapia imunossupressora ou ao iniciar uma terapia imunossupressora após Ocrevus®, considerar o potencial de efeitos imunossupressores aumentados (vide “Interações medicamentosas” e “Características Farmacológicas”). Ocrevus® não foi estudado em combinação com outras terapias para EM. Vacinações Administrar todas as imunizações de acordo com as diretrizes de imunização pelo menos 4 semanas antes do início de Ocrevus® para vacinas vivas ou vivas atenuadas e, sempre que possível, pelo menos 2 semanas antes do início do tratamento com Ocrevus® para vacinas inativas. Ocrevus® pode interferir na eficácia de vacinas inativas (vide “Interações medicamentosas”). A segurança de imunização com vacinas vivas ou vivas-atenuadas após a terapia com Ocrevus® não foi estudada, e a vacinação com vacinas vivas-atenuadas ou vivas não é recomendada durante o tratamento e até a repleção das células B (vide “Características Farmacológicas”). Não há nenhum dado disponível sobre os efeitos de vacina viva ou inativa em pacientes que receberam Ocrevus®. Vacinação de crianças nascidas de mães tratadas com Ocrevus® durante a gravidez Não devem ser administradas vacinas vivas ou vivas atenuadas a bebês de mães expostas a Ocrevus® durante a gravidez antes de se confirmar a recuperação das contagens de células B, conforme medido pelo nível de células B, CD19 +. A depleção de células B nestas crianças pode aumentar os riscos relacionados às vacinas vivas ou vivas atenuadas. Vacinas inativas podem ser administradas antes da recuperação da depleção de células B, conforme indicado, mas devese considerar a avaliação das respostas imunológicas da vacina, por meio de consulta com um especialista qualificado, para avaliar se uma resposta imune protetora foi desenvolvida (vide “Uso em populações especiais”). Malignidades Pode existir um risco maior de malignidade com Ocrevus®. Em estudos controlados, malignidades, incluindo câncer de mama, ocorreram de forma mais frequente em pacientes tratados com Ocrevus®. Câncer de mama ocorreu em 6 de 781 mulheres tratadas com Ocrevus® e nenhuma das 668 mulheres tratadas com REBIF ou placebo. As pacientes devem seguir as diretrizes padrão de triagem de câncer de mama. Uso em populações especiais Gravidez Ocrevus® é um anticorpo monoclonal humanizado de uma imunoglobulina do subtipo G1. As imunoglobulinas são conhecidas por atravessarem a barreira placentária. Não há dados adequados sobre o risco no desenvolvimento associado ao uso de Ocrevus® por mulheres grávidas. No entanto, depleção transitória de células B periféricas e linfocitopenia foram relatadas em bebês nascidos de mães expostas a outros anticorpos anti-CD20 durante a gravidez. Os níveis de células B em bebês após a exposição materna ao Ocrevus® não foram estudados em ensaios clínicos. A duração potencial da depleção de células B em tais bebês e o impacto da depleção de células B na segurança e eficácia são desconhecidos (vide “Advertências e Precauções”). Após a administração de ocrelizumabe a macacas prenhas em doses semelhantes a ou maiores do que as doses usadas clinicamente, observou-se aumento da mortalidade perinatal, depleção de populações de células B, toxicidade renal, da medula óssea e testicular nos filhotes, na ausência de toxicidade materna (vide “Características Farmacológicas” - Teratogenicidade). Na população geral dos EUA, o risco inicial estimado de defeitos congênitos significativos e aborto em gestações clinicamente reconhecidas é de 2% a 4% e 15% a 20%, respectivamente. O risco inicial de defeitos congênitos significativos e aborto para a população indicada é desconhecido. Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Lactação Não há dados sobre a presença de ocrelizumabe no leite humano, os efeitos no lactente, ou os efeitos do medicamento na produção de leite. Ocrelizumabe foi excretado no leite de macacas tratadas com ocrelizumabe. IgG humano é excretado no leite humano, e o potencial de absorção de ocrelizumabe para causar depleção de células B no bebê é desconhecido. Os benefícios da amamentação no desenvolvimento e na saúde devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica de Ocrevus® da mãe e com qualquer possível efeito adverso no lactente decorrente de Ocrevus® ou da condição subjacente materna. Mulheres e Homens com Potencial Reprodutivo Contracepção Mulheres com potencial para engravidar devem usar um contraceptivo enquanto estiverem recebendo Ocrevus® e por 6 meses após a última infusão de Ocrevus® (vide “Características Farmacológicas”). Uso Pediátrico A segurança e eficácia de Ocrevus® em pacientes pediátricos não foi estabelecida. Uso Geriátrico Estudos clínicos de Ocrevus® não incluíram quantidades suficientes de indivíduos com idade de 65 ou mais para determinar se eles respondem de forma diferente de indivíduos mais jovens. Insuficiência renal Pacientes com comprometimento renal leve foram incluídos nos estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Insuficiência hepática Pacientes com comprometimento hepático leve foram incluídos em estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Efeitos sobre a capacidade para dirigir veículos ou operar máquinas Ocrevus® não possui nenhuma influência, ou possui influência insignificante, na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Até o momento, não há informações de que ocrelizumabe possa causar doping.

  6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Terapias imunossupressoras ou imunomoduladoras Presume-se que o uso concomitante de Ocrevus® e outras terapias imunomoduladoras ou imunossupressoras, incluindo doses imunossupressoras de corticosteroides, aumente o risco de imunossupressão. Considerar o risco de efeitos cumulativos no sistema imunológico ao administrar concomitantemente terapias imunossupressoras com Ocrevus®. Ao trocar de medicamentos com efeitos imunológicos prolongados, como daclizumabe, fingolimode, natalizumabe, teriflunomida ou mitoxantrona, considerar a duração e o modo de ação desses medicamentos por causa dos efeitos imunossupressores cumulativos ao iniciar Ocrevus® (vide “Advertências e Precauções”). Vacinações Um estudo aberto, randomizado de Fase 3b, avaliou o uso concomitante de Ocrevus® e várias vacinas inativadas, em adultos entre 18 e 55 anos de idade com formas recorrentes de esclerose múltipla (68 indivíduos em tratamento com Ocrevus® no momento da vacinação e 34 indivíduos não submetidos a tratamento com Ocrevus® no momento da vacinação). A exposição concomitante a Ocrevus® atenuou as respostas de anticorpos contra a vacina contendo toxóide tetânico, polissacarídeo pneumocócico, vacinas conjugadas pneumocócicas e vacinas contra influenza sazonais inativadas. O impacto da atenuação observada na eficácia da vacina nesta população de pacientes é desconhecido. A segurança e a eficácia das vacinas vivas ou atenuadas administradas concomitantemente com Ocrevus® não foram avaliadas (vide “Advertências e Precauções”).

  7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO Ocrevus® deve ser conservado sob refrigeração (entre 2-8 oC). Manter o frasco-ampola dentro do cartucho para proteger da luz. Não congelar. Não agitar. Ocrevus® é uma solução sem conservantes, estéril, clara ou ligeiramente opalescente, e incolor a marrom pálida fornecida em uma caixa contendo uma ampola de dose única de 300 mg/10 mL (30 mg/mL). Antes do início da infusão intravenosa, o conteúdo da bolsa de infusão deve estar em temperatura ambiente. Utilizar a solução de infusão preparada imediatamente. Se não for usada imediatamente, armazenar até 24 horas no refrigerador entre 2°C–8°C e 8 horas em temperatura ambiente até 25°C, incluindo o tempo de infusão. Caso a infusão intravenosa não possa ser concluída no mesmo dia, descartar a solução restante. Prazo de validade Este medicamento possui prazo de validade 18 meses a partir da data de fabricação. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Ocrevus® é uma solução para infusão intravenosa sem conservantes, estéril, clara ou ligeiramente opalescente, e incolor a marrom pálido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

  8. POSOLOGIA E MODO DE USAR Ocrevus® deve ser preparado por profissional de saúde usando técnica asséptica. O produto não contém conservantes e se destina a uso único. Inspecionar visualmente quanto à presença de material particulado e descoloração antes da administração. Não usar a solução se houver descoloração ou se a solução contiver discreta quantidade de material particulado estranho. Não agitar. Retirar a dose pretendida e diluir em uma bolsa de infusão contendo Injeção de Coleto de Sódio 0,9%, até uma concentração final do medicamento de aproximadamente 1,2 mg/mL. · Retirar 10 mL (300 mg) de Ocrevus® e injetar em 250 mL · Retirar 20 mL (600 mg) de Ocrevus® e injetar em 500 mL Não usar outros diluentes para diluir Ocrevus® uma vez que seu uso não foi testado. O produto não contém conservantes e destina-se somente a uso único. A solução para infusão diluída precisa ser administrada usando um equipo de infusão com filtro de linha de 0,2 ou 0,22 mícron. Antes de iniciar a infusão IV, o conteúdo da bolsa de infusão precisar estar em temperatura ambiente para evitar uma reação de infusão decorrente de aplicação de solução com temperatura baixa. Avaliações antes da Primeira Dose de Ocrevus® Teste do Vírus da Hepatite B Antes de iniciar Ocrevus®, realizar o teste do vírus da Hepatite B (HBV). Ocrevus® é contraindicado para pacientes com HBV ativo confirmado por resultados positivos para os testes de HBsAg e anti-HBV. Para pacientes negativos para o antígeno de superfície (HBsAg) e positivos para o anticorpo antinuclear do HB (HBcAb+) ou que sejam portadores de HBV (HBsAg+), consultar especialistas em doença hepática antes de iniciar e durante o tratamento (vide “Advertências e Precauções”). Vacinações Como a vacinação com vacinas vivas-atenuadas ou vivas não é recomendada durante o tratamento e após a descontinuação até a repleção das células B, administrar todas as imunizações necessárias de acordo com as diretrizes de imunização pelo menos 4 semanas antes do início de Ocrevus® para vacinas vivas ou vivas atenuadas e, sempre que possível, pelo menos 2 semanas antes do início do Ocrevus® para vacinas inativadas (vide “Advertências e Precauções” e “Características Farmacológicas”). Preparo antes de cada Infusão Avaliação de Infecção Antes de cada infusão de Ocrevus®, determinar se há uma infecção ativa. Em caso de infecção ativa, postergar a infusão de Ocrevus® até que a infecção seja resolvida (vide “Advertências e Precauções”). Pré-medicação Recomendada Pré-medicar com 100 mg de metilprednisolona (ou um corticosteroide equivalente) administrado por via intravenosa aproximadamente 30 minutos antes de cada infusão de Ocrevus® para reduzir a frequência e a gravidade de reações à infusão (vide “Advertências e Precauções”). Pré-medicar com um anti-histamínico (ex.: difenidramina) aproximadamente 30-60 minutos antes de cada infusão de Ocrevus® para reduzir a frequência e a gravidade de reações à infusão. A adição de um antipirético (ex. acetaminofeno) também pode ser considerada. Dosagem Recomendada e Administração da Dose · Administrar Ocrevus® sob rigorosa supervisão de um profissional de saúde experiente com acesso a suporte médico apropriado para controlar reações severas como reações sérias à infusão. · Dose inicial: infusão intravenosa de 300 mg, seguida, duas semanas depois, por uma segunda infusão intravenosa de 300 mg. · Doses subsequentes: infusão intravenosa única de 600 mg a cada 6 meses. Observar o paciente por pelo menos uma hora após o término da infusão (vide “Advertências e Precauções”). Tabela 3: Dose Recomendada, Velocidade da Infusão e Duração da Infusão para EMR e EMPP Quantidade e Volume1 Velocidade e Duração da Infusão3 Dose Inicial (duas infusões) Infusão 1 300mg em 250mL · Iniciar a 30 mL por hora · Aumentar 30 mL por hora a cada 30 minutos · Máximo: 180 mL por hora · Duração: 2,5 horas ou mais Infusão 2 (2 semanas depois) 300mg em 250mL Doses Subsequentes (uma infusão) Uma infusão a cada 6 meses2 600mg em 500mL · Iniciar a 40 mL por hora · Aumentar 40 mL por hora a cada 30 minutos · Máximo: 200 mL por hora · Duração: 3,5 horas ou mais 1 As soluções de Ocrevus® para infusão intravenosa são preparadas por diluição do medicamento em uma bolsa de infusão contendo Injeção de Cloreto de Sódio 0,9%, até uma concentração final do medicamento de aproximadamente 1,2 mg/mL. 2 Administrar a primeira Dose Subsequente 6 meses após a Infusão 1 da Dose Inicial. 3 O tempo de infusão pode ser mais longo se a infusão for interrompida ou retardada (vide “Posologia e Modo de Usar”). Doses Postergadas ou Omitidas Se uma infusão planejada de Ocrevus® for omitida, administrar Ocrevus® assim que possível; não aguardar até a próxima dose programada. Redefinir o cronograma de dosagem para administrar a próxima dose sequencial 6 meses depois que a dose omitida for administrada. As doses de Ocrevus® devem ter um intervalo de pelo menos 5 meses (vide “Posologia e Modo de Usar”). Modificações da Dose por causa de Reações à Infusão As modificações da dose em resposta a reações à infusão dependem da gravidade. Reações à Infusão de Risco à Vida Interromper imediatamente e descontinuar permanentemente Ocrevus® se houver sinais de uma reação à infusão de risco à vida ou incapacitante (vide “Advertências e Precauções”). Fornecer tratamento de suporte apropriado. Reações à Infusão Severas Interromper imediatamente a infusão e administrar tratamento de suporte apropriado, conforme necessário (vide “Advertências e Precauções”). Reiniciar a infusão somente depois que todos os sintomas tiverem sido resolvidos. Ao reiniciar, começar na metade da velocidade de infusão da ocasião do início da reação à infusão (vide “Posologia e Modo de Usar”). Se esta velocidade for tolerada, aumentar a velocidade conforme descrito na Tabela 3. Essa alteração na velocidade aumentará a duração total da infusão, mas não a dose total. Reações à Infusão Leves a Moderadas Reduzir a velocidade de infusão para metade da velocidade do início da reação à infusão e manter a velocidade reduzida por pelo menos 30 minutos (vide “Advertências e Precauções”). Se esta velocidade for tolerada, aumentar a velocidade conforme descrito na Tabela 3. Esta alteração na velocidade aumentará a duração total da infusão, mas não a dose total. Incompatibilidades Não foram observadas incompatibilidades entre Ocrevus® e bolsas de policloreto de vinila (PVC) ou poliolefina (PO) e conjuntos de administração intravenosa (IV). Não use outros diluentes para diluição de Ocrevus® porque seu uso não foi testado. Instruções especiais para administração Crianças e adolescentes A segurança e a eficácia de Ocrevus® em crianças e adolescentes (< 18 anos) não foram estudadas. Pacientes idosos Estudos clínicos de Ocrevus® não incluíram quantidades suficientes de indivíduos com idade de 65 ou mais para determinar se eles respondem de forma diferente de indivíduos mais jovens. Insuficiência renal Pacientes com comprometimento renal leve foram incluídos nos estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Insuficiência hepática Pacientes com comprometimento hepático leve foram incluídos em estudos clínicos. Nenhuma alteração significativa na farmacocinética de Ocrevus® foi observada nesses pacientes. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

  9. REAÇÕES ADVERSAS A segurança do Ocrevus® foi avaliada em 1.311 pacientes em estudos clínicos de EM, o que inclui 825 pacientes em estudos clínicos com controle ativo (EMR) e 486 pacientes em estudo controlado com placebo (EMPP). Formas recorrentes de EM Em estudos clínicos controlados por medicamento ativo (Estudo 1 e Estudo 2), 825 pacientes com EMR receberam Ocrevus® 600 mg por via intravenosa a cada 24 semanas (o tratamento inicial foi administrado como duas infusões separadas de 300 mg nas Semanas 0 e 2) (vide “Resultados de Eficácia”). A exposição geral nos períodos de tratamento controlado de 96 semanas foi de 1448 pacientes-anos. As reações adversas mais comuns nos estudos de EMR (incidência ≥ 10%) foram infecções do trato respiratório superior e reações à infusão. A Tabela 4 resume as reações adversas que ocorreram nos estudos de EMR (Estudo 1 e Estudo 2). Tabela 4: Reações Adversas em Pacientes Adultos com EMR com uma Incidência de pelo menos 5% para Ocrevus® e Maior do que REBIF Reações Adversas Estudos 1 e 2 Ocrevus® 600 mg IV A cada 24 Semanas1 (n=825) % REBIF 44 mcg SQ 3 vezes por Semana (n=826) % Infecções do trato respiratório superior 40 33 Reações à infusão 34 10 Depressão 8 7 Infecções do trato respiratório inferior 8 5 Dor nas costas 6 5 Infecções associadas ao vírus da herpes 6 4 Dor nas extremidades 5 4 1 A primeira dose foi administrada como duas infusões separadas de 300 mg nas Semanas 0 e 2. EM primária progressiva Em um estudo clínico controlado por placebo (Estudo 3), 486 pacientes com EMPP, no total, receberam um ciclo de Ocrevus® (600 mg de Ocrevus® administrado como duas infusões separadas de 300 mg com um intervalo de duas semanas) administrado por via intravenosa a cada 24 semanas e 239 pacientes receberam placebo por via intravenosa (vide “Resultados de Eficácia”). A exposição total no período de tratamento controlado foi de 1416 pacientes-anos, com uma duração mediana de tratamento de 3 anos. As reações adversas mais comuns no estudo de EMPP (incidência ≥ 10%) foram infecções do trato respiratório superior, reações à infusão, infecções cutâneas, e infecções do trato respiratório inferior. A Tabela 5 resume as reações adversas que ocorreram no estudo de EMPP (Estudo 3). Tabela 5: Reações Adversas em Pacientes Adultos com EMPP com uma Incidência de pelo menos 5% para Ocrevus® e Maior do que Placebo Reações Adversas Estudo 3 Ocrevus® 600 mg IV A cada 24 semanas1 (n=486) % Placebo (n=239) % Infecções do trato respiratório superior 49 43 Reações à infusão 40 26 Infecções cutâneas 14 11 Infecções do trato respiratório inferior 10 9 Tosse 7 3 Diarreia 6 5 Reações Adversas Estudo 3 Ocrevus® 600 mg IV A cada 24 semanas1 (n=486) % Placebo (n=239) % Edema periférico 6 5 Infecções associadas ao vírus do herpes 5 4 1 Uma dose de Ocrevus® (600 mg administrada como duas infusões separadas de 300 mg com um intervalo de duas semanas). Anormalidades Laboratoriais Redução das Imunoglobulinas Ocrevus® diminuiu o total de imunoglobulinas, com o maior declínio observado nos níveis de IgM. Nos estudos clínicos de EM, não houve nenhuma associação aparente entre redução da imunoglobulina e risco de infecções sérias. Nos estudos controlados por medicamento ativo (EMR) (Estudo 1 e Estudo 2), a proporção de pacientes na visita basal que relataram IgG, IgA e IgM abaixo do limite inferior do normal (LIN) em pacientes tratados com Ocrevus® foi de 0,5%, 1,5% e 0,1%, respectivamente. Após o tratamento, a proporção de pacientes tratados com Ocrevus® que relataram IgG, IgA e IgM abaixo do LIN em 96 semanas foi de 1,5%, 2,4% e 16,5%, respectivamente. No estudo controlado por placebo (EMPP) (Estudo 3), a proporção de pacientes na visita basal que relataram IgG, IgA e IgM abaixo do LIN em pacientes tratados com Ocrevus® foi de 0,0%, 0,2% e 0,2%, respectivamente. Após o tratamento, a proporção de pacientes tratados com Ocrevus® que relataram IgG, IgA e IgM abaixo do LIN em 120 semanas foi de 1,1%, 0,5% e 15,5%, respectivamente. Redução dos Níveis de Neutrófilos No estudo clínico de EMPP (Estudo 3), ocorreu redução nas contagens de neutrófilos em 13% dos pacientes tratados com Ocrevus® em comparação com 10% nos pacientes com placebo. A maioria das contagens de neutrófilos reduzidas foi observada somente uma vez para um determinado paciente tratado com Ocrevus® e estavam entre LIN – 1,5 x 109/L e 1,0 x 109/L. De modo geral, 1% dos pacientes no grupo com Ocrevus® apresentou contagens de neutrófilos inferiores a 1,0 x 109/L e estas não estavam associadas a uma infecção. Imunogenicidade Assim como todas as proteínas terapêuticas, existe um potencial de imunogenicidade. Os dados de imunogenicidade são altamente dependentes da sensibilidade e da especificidade dos métodos de teste usados. Além disso, a incidência observada de um resultado positivo em um método de teste pode ser influenciada por vários fatores, incluindo manuseio da amostra, momento da coleta da amostra, interferência medicamentosa, medicação concomitante e doença subjacente. Portanto, a comparação da incidência de anticorpos ao Ocrevus® com a incidência de anticorpos a outros produtos pode ser enganosa. Os pacientes nos estudos de EM (Estudo 1, Estudo 2 e Estudo 3) foram testados em diversos momentos (na visita basal e a cada 6 meses após o tratamento, pela duração o estudo) para anticorpos anti-medicamento (ADAs). Dos 1311 pacientes tratados com Ocrevus®, 12 (~1%) foram positivos para ADAs, dos quais 2 pacientes foram positivos para anticorpos neutralizantes. Esses dados não são adequados para avaliar o impacto de ADAs na segurança e eficácia de Ocrevus®. As seguintes reações adversas sérias são discutidas mais detalhadamente em outras seções da bula: • Reações à Infusão (vide “Advertências e Precauções”); • Infecções (vide “Advertências e Precauções”); • Malignidades (vide Advertências e Precauções”). Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos imprevisíveis ou desconhecidos. Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VigiMed, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

  10. SUPERDOSE A experiência em estudos clínicos é limitada com doses mais altas do que a dose intravenosa aprovada de Ocrevus®. A maior dose testada até hoje em pacientes com EM é de 2000 mg, administrada na forma de duas infusões IV de 1000 mg separadas por 2 semanas (estudo Fase II de pesquisa de dose em EMRR). As reações adversas à droga foram compatíveis com o perfil de segurança para Ocrevus® nos estudos clínicos de referência. Não existe nenhum antídoto específico para o caso de superdose; interrompa imediatamente a infusão e observe o paciente verificando se há o aparecimento de reações relacionadas à infusão (vide item “Advertências e Precauções -Reações à Infusão”). Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.


MS – 1.0100.0666 Farm. Resp.: Tatiana Tsiomis Díaz – CRF-RJ nº 6942 Fabricado por Roche Diagnostics GmbH, Mannheim, Alemanha Embalado por F. Hoffmann-La Roche Ltd., Kaiseraugst, Suíça Importado por: Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Est. dos Bandeirantes, 2.020 CEP 22775-109 – Rio de Janeiro – RJ CNPJ: 33.009.945/0023-39 Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720 289 www.roche.com.br USO RESTRITO A HOSPITAIS VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 20/12/2019.


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